Não é incomum ouvirmos a expressão: "Não se fazem mais homens como antigamente."
Pude ouvi-la, mais uma vez, neste fim de semana, e fiz alguns questionamentos.
A frase por si só é interessante, pois de fato, por sermos seres sócio-históricos-culturais, de acordo com as diferentes épocas e mudanças paradigmáticas, há uma série de reformulações e desconstruções, afetando, assim, nosso modo de relação conosco e com tudo que nos cerca. Logo, não é surpreendente que as representações acerca de "ser mulher" e "ser homem" mudem mesmo, não é? O problema é que essa expressão("Não se fazem mais homens como antigamente!") tem uma conotação de "crítica negativa" ao "ser homem atualmente". Quando ouço esse tipo de expressão, penso: "Então isso quer dizer que "ser mulher na contemporaneidade" é a mesma coisa que há 10, 20, 30, 40(e por aí vai) anos atrás?". Não precisamos refletir tanto para respondermos: "Não, muita coisa mudou!". E mudou MESMO. Ou melhor, não só mudou como estamos em constantes transformações nos mais diferentes aspectos. A nossa luta por inúmeras quebras paradigmáticas vem de tempos tenros. Lembro-me de ter estudado que em 1908(por aí) já haviam marchas de milhares de mulheres, em Nova York, exigindo melhoria de salário e direito de voto. Há quantos anos lutamos contra preconceitos, violências(nos mais variados sentidos) e desvalorizações, não é mesmo? Ao olharmos para trás, é nítido e notório os grandes avanços frente as conquistas femininas.Sem dúvida ainda há muita luta pela frente, mas é inegável que muito já foi conquistado(e está sendo, a duras penas). Ainda assim, com tantas mudanças, as próprias mulheres se pegam em meios a pensamentos retrógrados e machistas. Frente à tudo isso, como fica a "representação de ser homem" com tantas mudanças? Diante de tantas transformações, é coerente que as representações relacionadas a "ser homem" também se transformem.
Felizmente "ser homem" está deixando de categorizado como: o cara forte, que não chora, que sustenta (sozinho) a casa, os filhos, que só tem que seguir profissões culturalmente "masculinizadas", que tem que ser "pegador", "garanhão", dominador, etc, etc, etc. Finalmente, ao que parece, está começando a acontecer um processo de emancipação acerca dos diferentes papéis. A questão é que ainda estamos tão arraigados numa cultura machista, que ainda é confuso e difícil sair de pensamentos retrógrados para, finalmente, nos permitir quebrar alguns padrões, passando, então, a entender que independente do que está POSTO, cada pessoa possui seu próprio modo de ser e estar no mundo, e é de SUMA IMPORTÂNCIA, ao menos, questionarmos aquilo tudo que está pré-determinado.
Em meio a tantas mudanças e crises nos diversos "modelos", acabamos ficando confusos e com sensação de estarmos "perdidos", mas, se analisarmos a palavra crise, veremos que se origina da palavra grega “krísis” e tem como alguns de seus significados "fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos,
das idéias"; e também como um "estado de dúvidas e incertezas. A crise então, pode ser vista como OPORTUNIDADE de mudanças, pois é no estado de dúvida, em momentos difíceis, que passamos a refletir e questionar. Que venham as crises dos paradigmas enraízados, e que possamos não apenas cair em discussões frívolas, mas principalmente, nos libertarmos de pré-conceitos e preconceitos.
Foi contra esse mundo que as feministas lutaram e toleraram a indiferença e a ridicularização por parte de muitos homens. Esse mesmo homem, se viu livre da obrigação histórica de estar no comando, de ser o provedor da família.
ResponderExcluirSe viu livre pra ser frouxo,efeminado, emasculado e infeliz !
ExcluirE as mulheres no geral com o feminismo se veem vadias promiscuas, masculinizadas e infelizes como nunca antes a mulher esteve.
O feminismo é o maior inimigo da mulher.
ResponderExcluirO feminismo defende a ideia que a diferenciação de gêneros é uma construção histórica do patriarcado,com o intuito de desnaturalizar o papel do homem e da mulher destruindo assim uma instituição fechada e forte chamada família. Atacando a família, pelo seu lado mais frágil( a mulher), que é tradicionalmente construída por valores morais religiosos, ou seja, cristãos, corrói-se o senso moral de certo e errado das pessoas.Aí estas caem no relativismo e no politicamente correto. É isso que está por trás da fachada de "lutar por direitos iguais" entre homens e mulheres, mesmo num país onde a igualdade já é constitucionalizada e de direito. O feminismo é somente uma parte do processo revolucionário globalista vigente há décadas.
Um homem machista é aquele provedor,trabalhador, líder da sua família, e a mulher protege e cuida de seu lar,matrimonio e filhos, e vive para isso. Isso não é nem um pouco degradante.
As mudanças estão ocorrendo sim, mas a longo prazo não é para melhor.
É só olhar o que aconteceu com as feminazis de tempos atrás: solteironas,lésbicas ou infelizes.
Bom, os dois comentários como "anônimos" parecem ser da mesma pessoa, embora tenham sido publicados em datas diferentes.
ResponderExcluirPara o comentário do dia 18/10, não há muito o que falar, afinal caiu na frivolidade.
Mas vamos para o comentário do dia 28/05:
Desconheço o "feminismo" a qual você se refere. O feminismo a qual me refiro, é o movimento social, político, filosófico que luta a favor da LIBERTAÇÃO de padrões opressores baseados em normas de gênero. Logo, é UM MOVIMENTO de suma importância. Acho que você desconhece a essência de tal movimento, o que é uma pena. O movimento essencialmente é ótimo, porém, o que acontece, é que muitas idéias passam a ser deturpadas, e infelizmente muitas mulheres, diante de tais idéias deturpadas, coisificam-se. Passam a agir, e consequentemente a serem tratadas, como objetos. O que também, aliás, acontecia há MUITOS e MUITOS anos atrás, quando as mulheres tinham que ficar caladas, não podiam falar o que pensavam, enfim...só serviam para cuidar do marido e dos filhos.No mais, não existiam. Isso também era uma forma de coisificação do que é "ser mulher". Em ambos casos, isso é algo lamentável. E a essência do movimento feminista é justamente o oposto disso.
Homens e mulheres são fisiologicamente diferentes. Há algumas diferenças inatas, que não dá para mudar, porém, o cultural é dinâmico, não é linear. Felizmente é dialético. E "felizmente" porque há paradigmas repletos de estigmas sobre o que diz respeito a "ser mulher" e "ser homem".E se é cultural, dá para ser mudado. Tanto mulheres quanto homens precisam ter LIBERDADE de escolha, e responsabilizar-se por tais escolhas. Antigamente havia a obrigatoriedade, acerca do "ser mulher", de casar, ter filhos e apenas viver para tal. Aquelas que não seguiam o padrão eram praticamente desconsideradas como pertencentes à sociedade. Nada contra quem, nos tempos atuais, ESCOLHE ficar em casa, não trabalhar fora, e apenas cuidar da casa e dos filhos. Mas isso não pode ser uma OBRIGATORIEDADE, e sim uma POSSIBILIDADE DE ESCOLHA. E nesse sentido, o movimento feminista foi de extrema relevância.
E ao contrário do que você disse: Estudo, trabalho fora, não sou masculinizada, lésbica e MUITO menos INFELIZ. E mesmo se fosse lésbica ou masculinizada(são coisas diferentes), teria que ser respeitada por isso. Simples assim. Ah, e muito pelo contrário, sou MUITO feliz. Muito!!!
O que CORRÓI o senso moral de certo e errado, não é o movimento feminista, aliás, não tem NADA A VER com a essência do movimento femista. O que corrói o senso moral é o não cumprimento de leis. É a impunidade. É a falta de limites, a falta de transmissão de "VALORES E PRINCÍPIOS" fundamentais para a convivência em sociedade. Valores como: Respeito, ética, honestidade, etc. O padrão "família" é dialético, o que não pode perder-se é justamente os valores e princípios em meio a tudo isso. Se há fragmentos no senso moral, é porque está EXPLÍCITO, na atualidade, que NÃO VALE A PENA respeitar o próximo, cumprir regras, afinal, quem não as cumpre se dá bem. E isso está em todas as esferas da nossa sociedade. Nesse ponto todas as esferas estão corrompidas. E a mídia, em um país como o nosso, onde a Educação é simplesmente esquecida, passa a ter responsabilidade não só em transmitir informações e entreter as pessoas, mas principalmente, passa a ter função de FORMAR OPINIÕES. E olhe bem que opiniões são essas que a mídia está FORMANDO, não é? Mas mesmo diante de tudo isso, penso que não se deve perder de vista uma luta real por uma sociedade com senso de civilidade e civismo. E penso que esse seja o maior desafio da existência humana!!!